30.5.16

Creme à base de vinagre balsâmico com manjericão - Paladin


Desde que descobri este creme de vinagre balsâmico com manjericão da Paladin que o tenho usado em praticamente todas as saladas. Sejam mais completas, como a da imagem, ou apenas uma salada de tomate, este tempero vai bem com quase tudo pois tem um sabor muito agradável [além de ser super prático].

Aqui em casa, quando temos mais pressa e não há nada feito, é frequente improvisarmos saladas com o que houver no frigorífico. Não só é uma boa forma de evitar desperdícios, como garantimos refeições equilibradas. Neste caso, o creme da Paladin temperou uma salada de atum com fusilli, ovo cozido, milho, tomate e cenoura ralada.

29.5.16

Hambúrgeres de beterraba no forno [vegan]

Gosto de desmistificar a ideia de que sai mais caro comer bem mostrando que, com meia dúzia de ingredientes, podemos fazer refeições saudáveis e económicas. Com base nestes princípios, hoje trago uma receita muito simples de hambúrgueres de beterraba. A parte mais curiosa? Ficaram bem melhores no dia seguinte, tornando-os numa excelente opção para quem leva almoço para o trabalho [ver notas da formiga].


HAMBÚRGUERES DE BETERRABA NO FORNO [VEGAN]
[Rende 6 unidades]


Ingredientes:
- 30g aveia
- 200g beterraba cozida
- 100g cebola roxa
- 100g grão cozido
- 10g coentros ou salsa
- Sal e pimenta q.b.
- Noz moscada q.b. [opcional]

Preparação:
1. Coloque a aveia no copo limpo e seco e pulverize 10 seg/ vel. 10
2. Adicione os restantes ingredientes e triture 5 seg/ vel. 5. Baixe com a ajuda da espátula o que ficou nas paredes do copo e triture mais 5 seg/ vel. 5
3. Forre o tabuleiro do forno com papel vegetal. Com a ajuda de uma colher, faça 6 montinhos e espalme no formato de hambúrgueres. Deixe repousar cerca de 30 minutos.


4. Leve ao forno pré-aquecido a 180º cerca de 20 a 25 minutos.



NOTAS DA FORMIGA:

- Quando retirei o tabuleiro do forno, reparei que os hambúrgueres estavam com uma consistência cremosa no interior dando a sensação de terem ficado mal cozinhados [o que não era o caso]. Isto aconteceu porque a beterraba liberta algum líquido quando é triturada e por esse motivo os hambúrgueres ficaram com uma textura melhor depois de secarem.

- Há uns meses publiquei uma receita semelhante de hambúrgueres de grão que, até à data, continuam a ser os hambúrgueres mais rápidos de sempre! É só triturar os ingredientes, moldar e passar na frigideira.

27.5.16

Paradontax - desafio 14 dias


Chegou pelo correio um kit Paradontax enviado pela youzz, com um desafio para experimentar esta pasta de dentes durante 14 dias. Paradontax é um dentífrico especialmente concebido para os problemas nas gengivas que contém bicarbonato de sódio, seis extratos de plantas naturais e flúor.

Se há coisa com que me preocupo no dia-a-dia é com a higiene oral e, felizmente, nunca tive problemas nesse sentido. No entanto, desde que um siso se lembrou de nascer que tenho tido algumas dores [incluindo nesse lado da cabeça] e desconforto, especialmente quando passo a escova nessa zona. A verdade é que a culpa é só minha... Por não gostar nada destas brincadeiras, tenho andado a adiar o inadiável. Mas nas últimas semanas lá acabei por me mentalizar que já não tenho 10 anos e enchi-me de coragem para marcar a bendita consulta para extrair este menino.
Entretanto, vou começar a minha experiência com Paradontax e depois digo-vos como correu.

Se quiserem, poderão inscrever-se na youzz [introduzir o código zr26vn5caa] que é um site que vos permite testar produtos de forma gratuita. Só têm de ir respondendo aos questionários que vos interessam e esperar que chegue a vossa vez!


23.5.16

Quintas da Maria - It's Up to You

aqui tinha falado sobre as "Quintas da Maria", uma espécie de tertúlias que acontecem às quintas-feiras na mercearia Maria Granel, em Alvalade, e nas quais tive oportunidade de participar em Abril. Sempre com diferentes convidados e temas muito interessantes, estas sessões têm ainda outra grande mais valia: a entrada é gratuita.

No dia 19 de Maio, a convidada foi a Raquel Fortes do blog It's Up to You e o tema da sessão "Sumos verdes para toda a família e outras guloseimas". Sem dúvida, um fim de tarde muito bem passado e em boa companhia, com dicas interessantes sobre alimentação saudável. Fica um breve registo da sessão e um conselho: não percam! Aprendemos sempre mais alguma coisa.



Nutella saudável do livro "Deliciously Ella"

18.5.16

Veegs - vegetais desidratados


Depois do sucesso da fruta desidratada, a FruEat apresenta a sua mais recente inovação: VEEGS, uma marca de vegetais desidratados. As primeiras variedades - "Cebola Atrevida" e "Batata Doce e Inocente" - já se encontram à venda.

Como apreciadora que sou de alimentos desidratados, acredito que este conceito aplicado aos vegetais terá igualmente um grande potencial. Trata-se de um método de conservação 100% natural que não necessita de nenhum aditivo para aumentar a validade dos produtos. 
Estes alimentos são muito versáteis e permitem inúmeras utilizações, desde enriquecer um prato ou consumido apenas como um snack, no caso da batata doce. Sendo este um super alimento, a versão desidratada é uma excelente opção para andar sempre connosco de forma a controlar aqueles ataques de fome a meio da manhã ou da tarde.

Também já tive oportunidade de experimentar a Cebola Atrevida e está aprovada! Aproveitei um jantar de hambúrgueres para adicioná-la por cima do queijo derretido, o que se revelou numa excelente combinação. Crocante e saborosa, experimentem que vale a pena.

14.5.16

Manhãs de sábado...


As manhãs de sábado ganharam outro significado desde que abriu o Mercado Quinta das Conchas. Apesar de ter uma boa frutaria perto de casa, já sentia falta de um mercado ao ar livre onde pudesse ir a pé comprar os básicos para o dia-a-dia.

Ontem já tinha ido conhecer o novo supermercado da Miosótis e como vim com um carregamento considerável, hoje não comprei muita quantidade. A estrela do cabaz foi, sem dúvida, o pão que era tãooooo bom e estaladiço que tive de me controlar para não comer logo metade!

12.5.16

Dicas para fazer um bom pão caseiro


Já aqui partilhei várias receitas de pão e em todas escrevi algumas notas para ajudar a melhorar o resultado. Fazer pão não é difícil [especialmente com a ajuda da Bimby para amassar] mas indiscutivelmente que o seu sucesso depende de alguns truques.
Certamente que quem já fez pão em casa se deparou com alguns problemas: a massa não cresceu, o pão ficou massudo ou assim que arrefeceu ficou tipo pedra. Tudo normal. Por aqui também fui aprendendo por tentativa/erro. A boa notícia é que para todos estes casos existem soluções. Aqui ficam aqui as respostas...


A MASSA NÃO CRESCEU

• Muitas pessoas desconhecem que, ao preparar a massa, se adicionarmos o fermento e o sal em simultâneo, estamos a anular o efeito do fermento. Se ler com atenção as receitas de pão, verá que em todas elas estes dois ingredientes são colocados em passos distintos. Habitualmente, o fermento é aquecido logo no início juntamente com os líquidos [para activar] e o sal é adicionado posteriormente com a farinha.

• Outro factor que influencia o crescimento da massa é a temperatura ambiente. É natural, por isso, que de verão as massas levedem mais depressa do que no inverno. O ideal, em qualquer altura do ano, é deixar a massa a levedar num local morno e sem correntes de ar [dentro do forno desligado, por exemplo].

• Um truque para levedar a massa mais depressa é colocá-la no forno a 50º. No entanto, deverá evitar fazê-lo pois pode tornar o pão mais seco.

• A qualidade do fermento também é importante. Pessoalmente, prefiro o fermento de padeiro seco da Fermipan. Nunca falha!

• Verifique sempre se o fermento se encontra dentro do prazo de validade.


O PÃO FICOU MASSUDO

• É muito provável que isto tenha acontecido por ter levedado incorrectamente, uma vez que este passo influencia a consistência do pão. Os tempos que vêm na receita são meramente indicativos pois, como referi anteriormente, variam consoante a época do ano. O ideal será dar este processo por terminado apenas quando a massa dobrar de volume. 

• Sempre que faço pão em casa, deixo levedar duas vezes. A primeira, depois de fazer a massa e a segunda, depois de moldar o pão no formato pretendido. Caso os pães sejam pincelados [por exemplo, o pão de leite], só deverá fazê-lo imediatamente antes de os colocar no forno.

• Nas duas vezes que levo a massa a levedar, tapo-a sempre com película aderente. Isto vai evitar que seque e crie uma espécie de "crosta".


ASSIM QUE ARREFECERAM, OS PÃES FICARAM TIPO PEDRA

• Um truque fundamental para que isto não aconteça é colocar um recipiente com água no forno assim que o ligamos. Infelizmente, nem todas as receitas vêm com esta dica mas posso garantir-vos que faz toda a diferença. Isto porque o pão precisa de ser cozido num ambiente húmido de forma a que se mantenha macio depois de arrefecer. No entanto, colocar o recipiente com água fria não é suficiente pois irá demorar algum tempo até aquecer e criar humidade. Por esse motivo, coloco sempre água previamente fervida no jarro. Desta forma, o forno fica húmido logo de início.

• Outro truque que contribui para manter os pães fofos e macios depois de arrefecerem é borrifá-los com água antes de os colocar no forno ou, caso se tenha esquecido, poderá fazê-lo a meio da cozedura.


O PÃO FICOU COM UM AROMA E/OU SABOR MUITO INTENSO

• Nas primeiras vezes que fiz pão, este ficava sempre com um aroma e sabor muito intensos. Na verdade, parecia que sabia sempre ao mesmo e aquele travo incomodava-me. Até que cheguei à conclusão que o problema estava no fermento de padeiro fresco; aquele cheiro dos cubinhos permanecia mesmo depois da cozedura e o seu sabor sobrepunha-se ao resto. Resolvi o problema assim que passei a substituir por fermento de padeiro seco. 

A equivalência: duas colheres de chá para cada 20 ou 25g de fermento de padeiro fresco.


 PÃO SEM LEVEDAR 

Existem receitas de pão onde não é necessário colocá-lo a levedar; é só fazer a massa e levar ao forno. Já partilhei anteriormente a receita do pão milagre que é feita num recipiente fechado, o que mantém a sua humidade, mas poderão procurar outras receitas igualmente práticas.


NOTAS ADICIONAIS:

• Uma dica fundamental para qualquer pão: assim que retirar do forno, deixe arrefecer sobre uma rede. Caso não o faça, o pão irá criar condensação e ficará mole por baixo.

• Tenha sempre atenção ao tipo de farinha que utiliza [na dúvida, confirme na embalagem]:
  Tipo 55 - Pastelaria
  Tipo 65 - Padaria

• O pão deverá ser feito com farinha Tipo 65 sem fermento.

10.5.16

Almôndegas de salsicha fresca - Jamie Oliver

Num destes dias passou no canal 24 Kitchen um programa antigo do Jamie Oliver no qual ele ensinava a fazer almôndegas a partir de salsichas frescas. Apesar de no dia-a-dia não sermos consumidores de carne de porco [por opção], fiquei tão maravilhada com a simplicidade e rapidez desta receita que tive de experimentar. Basicamente, o que o Jamie Oliver faz é retirar a carne da tripa e moldar pequenas bolas. Mais fácil é impossível!

Fui ao talho e encontrei umas salsichas frescas argentinas que me pareceram perfeitas para experimentar. Como já vêm condimentadas, não é necessário adicionar nenhum tempero.
Na versão original as almôndegas acompanhavam com molho de tomate mas, uma vez que o senhor aqui de casa não é apreciador, fritei-as apenas em azeite e alho e acompanhei com molho de alho frito da Paladin e esparguete biológico do Aldi.


ALMÔNDEGAS DE SALSICHA FRESCA


Ingredientes:
- Salsichas frescas argentinas [cada uma rende 3 almôndegas]
- Um fio de azeite
- 2 dentes de alho

Preparação:
1. Retire a pele às salsichas e molde 3 bolas com a carne de cada uma.
2. Coloque azeite e alho numa frigideira. Deixe o alho alourar e em seguida acrescente as almôndegas. Frite até ficarem uniformemente cozinhadas.
3. Sirva com um molho a gosto.

Sugestão de acompanhamento: arroz, massa ou salada

9.5.16

Índice de receitas - Revista Bimby nº 66 (05/2016)


BÁSICOS

• Panquecas de aveia com bebida de amendoim
• Queijo de tremoço

ENTRADAS

• Mini croissants de requeijão recheados com queijo e espinafres

SOPAS

• Sopa de lentilhas com almôndegas de bulgur

PRATOS DE PEIXE

• Bacalhau tipo à Brás
• Salada de camarão e cuscuz em frasco
• Salada de truta e ervilhas
• Salada russa de bacalhau
• Salmorango com camarão louva-a-deus

PRATOS DE CARNE

• Almôndegas de frango com tagliatelle
• Pataniscas de frango com dia de abacate e grão
• Pernas de frango guisadas com feijão
• Risoto de cevadinha com frango
• Wraps de frango

PRATOS VEGETARIANOS

• Pizas careta
• Salada de alface com molho caesar
• Salada de espelta com tofu birmanês
• Salada de pepino com molho de iogurte e cebolinho
• Salada de tomate com vinagreta de framboesa

BOLOS E SOBREMESAS

• Bolo de aniversário
• Bolo de cenoura com farinha de amêndoa
• Bolo de chocolate e avelã com praliné
• Bolo de laranja inteira
• Bolo fresco de morango
• Brownies de coco
• Gelado de ananás e leite de coco
• Icebox de pêssego
• Iogurte gelado com frutos vermelhos
• Panacota de coco com molho de frutos vermelhos
• Tarteletes com chocolate e pipocas

6.5.16

Sumo de melancia e morango


Não é muito habitual encontrar uma melancia tão doce e sumarenta no início de Maio mas foi exactamente o que aconteceu hoje. Enquanto estava na fila da frutaria para pagar, deram-me a provar e fiquei maravilhada! Era a última coisa que estava à espera de trazer mas foi sem dúvida a melhor. 
Aproveitei para fazer uma vitamina, já que é mais uma excelente forma de consumir fruta. Neste sumo não adicionei água [a da melancia é suficiente] nem açúcar, uma vez que a fruta era bastante doce.


SUMO DE MELANCIA E MORANGO


Ingredientes:
- 300g melancia sem pevides
- 100g morangos

Preparação:
- Coloque a fruta no copo e triture 1 min/ vel. 9

5.5.16

Tenho um fascínio por edifícios abandonados...


Desde que me lembro de mim que tenho um fascínio por edifícios abandonados. São os vestígios de vidas passadas, com uma beleza tão própria e hipnotizante, que me prendem o olhar e fazem com que a história se repita a cada novo local que descubro: o desejo de poder conhecer o seu interior que se traduz, invariavelmente, na resignação de ter de admirá-lo apenas do lado de fora. Mas é o suficiente para que a imaginação comece a trabalhar...

Gosto de apreciar estes edifícios e de tentar imaginar a vida que tiveram em tempos e durante quanto tempo. Quem ali viveu, como eram as suas vidas, as suas profissões, se haveria boa vizinhança, se seriam pessoas felizes. Imagino que foram habitados numa época em que o dia-a-dia era passado com menos recursos e num ritmo mais lento e tranquilo, em que havia poucos carros na cidade, em que as famílias eram numerosas e as mães não trabalhavam, ficando a cuidar dos filhos e da casa. Tento imaginar como se vestiam, como seria a decoração das casas ou que pratos confeccionavam. Imagino todo o contraste entre o passado e os dias de hoje e registo mentalmente pormenores tão banais que distinguem as épocas como a ausência de elevadores em prédios de 4 e 5 andares.

Gosto dos prédios grandes onde havia espaço para viver muita gente, daqueles com portões laterais que conduziam a jardins ou a pátios, e aprecio todos os pormenores como as varandas com grades em ferro trabalhado ou os antigos ornamentos que desapareceram das construções recentes.
Fascinam-me as janelas entreabertas, outrora ocupadas por adultos e crianças a espreitar a vida cá fora, que revelam agora na penumbra os últimos vestígios das famílias que por ali passaram. Cortinas, móveis, candeeiros, azulejos, pequenos detalhes deixados para trás. Tento imaginar o porquê dos moradores terem desaparecido, um a um... Se por necessidade, mudança ou velhice. Porque antigamente as casas, tal como tudo o resto, eram para a vida. Tento imaginar o porquê dos edifícios [alguns tão ricos do ponto de vista arquitectónico] não terem sido conservados, deixando-os chegar ao ponto do abandono e da ruína. Por fim, e depois de uma imaginação galopante, resigno-me ao facto de cada prédio ter a sua própria história que guarda apenas para si.

Tenho consciência que há sempre o reverso da medalha. Esteticamente não são um bom cartão de visita e representam inúmeros perigos para quem por ali passa. Mas ainda assim, não consigo ignorar este fascínio...