27.12.15

A medicina chinesa como cura para as enxaquecas

Desde cedo que sofri deste mal, geralmente associado à menstruação, cujo diagnóstico revelava - de acordo com a medicina convencional - um problema para a vida, sem cura possível. A única solução era tomar medicamentos para apaziguar as dores. 
Julgo que um dos problemas é o facto das enxaquecas ainda serem muitas vezes encaradas como meras dores de cabeça ou, como dizem os brasileiros, uma "frescura" da parte de quem as tem, mas a verdade é que podem ser altamente incapacitantes. A sua frequência pode aumentar gradualmente, passando de episódios esporádicos para crises mensais ou mesmo semanais. 

No meu caso, sempre que começava a ter uma "moinha" na cabeça, já sabia o que se seguia: uma grande indisposição, fortes dores de cabeça e vómitos. O procedimento era invariavelmente o mesmo... Deitar-me no quarto com as luzes apagadas, persiana fechada e porta igualmente fechada para não ouvir nenhum ruído, tomar um comprimido para as dores, tentar descansar e esperar que passasse. É incrível como todos os barulhos que ouvimos durante uma crise de enxaquecas são ampliados de uma forma brutal!

Depressa descobri que a pior ideia possível era tentar sair de casa nesse estado e houve alturas em que cheguei a desesperar por não conseguir ter uma vida normal quando tinha estas crises. Passei a ser dependente de analgésicos como Trifenes, presença obrigatória na minha carteira para que nunca fosse apanhada desprevenida. A gravidade do problema revelava-se em pequenos hábitos como esse. Era psicológico... Eu precisava de saber que andavam sempre comigo pois eram a minha salvação.
Por esta altura a situação já me condicionava tanto ao ponto de, quando me questionaram sobre a minha saúde numa entrevista para o meu primeiro emprego, ter sentido necessidade de referir este problema. Felizmente não foi um entrave, até porque a pessoa em questão não levou muito a sério, e aconteceu apenas uma vez não ter conseguido ir trabalhar de manhã por ter tido uma crise de enquaxecas [que, curiosamente, aconteciam quase sempre ao final da tarde].

Uma vez que estes episódios surgiam em intervalos cada vez menores, fui à médica de família que me aumentou a medicação, receitando uns comprimidos que eram umas verdadeiras bombas [zomig rapimelt]. Um género de comprimidos SOS que derretiam na boca e eram de acção rápida. Os efeitos secundários eram inacreditáveis... Ficava num estado de apatia, com os maxilares cerrados e o pescoço contraído. O meu discurso saía completamente enrolado.

Ao fim de algum tempo, e percebendo que a medicação não só não me curava como me deixava num estado em que não me reconhecia, decidi que era demasiado nova para passar por isto e para andar a tomar este género de comprimidos que mais pareciam drogas. Não aceitava que não houvesse uma alternativa!
Nessa altura, soube através de uma familiar que a medicina chinesa tinha muito bons resultados no que diz respeito ao tratamento destas patologias. Decidi experimentar e ao fim de algumas sessões de acupuntura e Tui Na [as melhores massagens do mundo!], juntamente com fitoterapia [umas gotas naturais que tomava todos os dias], as enxaquecas começaram a abrandar, até que as grandes crises desapareceram. As ligeiras dores de cabeça que tive depois disso resolveram-se facilmente com um ben-u-ron coisa que, antes do tratamento, já tinha deixado de fazer efeito há muito.

Hoje tenho a certeza que a medicina chinesa foi o melhor que me podiam ter apresentado! Depois de encontrar um tratamento natural [e com excelentes resultados] para este problema, passei a ter muito mais qualidade de vida. Só então compreendi como a medicina chinesa pode ser útil no tratamento de muitas outras patologias. Não dói rigorosamente nada e a nossa saúde agradece.

Tenho vindo a descobrir que também a nossa alimentação tem um papel determinante na cura das enxaquecas e falarei sobre isso mais à frente. Para já, se quiserem experimentar a medicina chinesa, comecem por uma consulta com a pessoa mais profissional e simpática que conheço:


1 comentário:

  1. Concordo em absoluto! Também conheci a Mariana, como especialista de medicina chinesa, e posso dizer que resolveu o meu problema de depressão e de insónias, de que sofria há vários anos, entretanto agravado por uma menopausa cirúrgica. Bem hajas Mariana!

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